Se fosse chamado a sintetizar a alegria vivida por mim nestes intensos dois dias em São Paulo em apenas uma expressão, não falaria nada senão “ÔNIBUS SETE”.
É engraçado falar isso... Mas é verdade! Em inúmeros momentos (conversas, piadas, músicas, reflexões, sonos,...) com os membros do “meu” ônibus 7, tive a oportunidade de concluir a maravilha da Igreja. Como povo pecador que busca a santidade em comum e quer se aproximar de Cristo, fomos todos ao encontro do nosso pastor na terra, o nosso Pedro contemporâneo, o nosso Bento.
Poderíamos ter caminhado em pequenos grupos, congregados em nossas comunidades e amizades prévias. Todavia, a abertura de coração nos propiciou um ambiente acolhedor, que desprezou quaisquer diferenças! Permanecemos juntos até o fim e pudemos, deste modo, fazer intensa experiência de comunidade, compartilhando as alegrias e os momentos estressantes (“Cadê o ônibus?”, rs...). Se tivéssemos agido de forma diferente, nunca teríamos jogado vôlei no Campo de Marte, conversado com os PMs de São Paulo, cantado 50 vezes o refrão de “Cidade Maravilhosa”, berrado milhões de vezes “siete, solamente siete”.
Outro ponto de destaque foi a presença marcante do movimento de Shoenstatt na visita do Papa. Muitos de nós conhecemos a imagem de Nossa Senhora de Shoenstatt, a peregrina três vezes admirável, especialmente devido ao santuário de Vargem Pequena que sempre nos acolhe. Este grupo de jovens e religiosas encantou a todos, servindo de bastião do amor mariano. Quem não viu alguém de blusa amarela, com a imagem peregrina nas mãos cantando “Papa Bento, Shoenstatt te ama!”.
Fiquei muito feliz por esta grata surpresa, uma vez que demonstrou, mais uma vez, como a Igreja é plural e rica, apresentando espaço para que qualquer perfil seja acolhido e desenvolva a sua caminhada pautada no verdadeiro Amor! Viva Nossa Senhora de Shoenstatt!
O terceiro componente do meu título é o nosso santo brasileiro, Santo Antonio de Sant’Anna Galvão, homem este que tive a oportunidade de presenciar sendo elevado ao rol de santos pelo Papa Bento XVI, junto à multidão de 1,2 milhão de pessoas, na última sexta.
Poucos conhecem os feitos deste novo santo, que desenvolveu as suas obras na paz e na caridade. É claro que há inúmeros feitos memoráveis deste santo franciscano paulista. Mas o mais interessante desta canonização é o chamado de santidade feito a cada um de nós, que ressoa da forma clara e viva para os católicos, em especial para os jovens. Não é preciso curar doentes ou ressuscitar pessoas para ser santo. Santo Frei Galvão nos ensina que basta viver a fé a cada dia, buscando não desviar do Amor, para alcançar a santidade.
Lembro com especial afeto da enorme faixa que estampou o gramado do Pacaembu no final do encontro dos jovens com o Papa, que dizia que basta cada um ser mais de Deus para que o mundo se transforme em uma terra de paz e amor, sem violência.
Por fim, desejo a todos a mesma Paz de Cristo que senti ao longo da visita do Papa ao Brasil! Como é bom ouvir da boca de muitos que a sua fé foi renovada pela presença do nosso Pastor ao Brasil! Que reproduzamos em nossa comunidade paroquial o mesmo carinho que me fez berrar como muito amor “ONIBUS SETE”! Sete! Siete! Siete! Ônibus sete!
Sede Santo 2007 chegando! Dia 20 de maio, a partir das 13h30 no Colégio Ressurreição! Qualquer dúvida, escreva para sedesanto@gmail.com



