4.5.07




"Trata-se de um alargamento do nosso conceito de razão e do seu uso. Porque, juntamente com toda a alegria face às possibilidades do homem, vemos também as ameaças que resultam destas mesmas possibilidades e devemos perguntar-nos como poderemos dominá-las. Consegui-lo-emos apenas se razão e fé voltarem a estar unidas duma forma nova; se superarmos a limitação autodecretada da razão ao que é verificável na experiência, e lhe abrirmos de novo toda a sua amplitude.(...)Ora, desde há muito tempo que o ocidente vive ameaçado por esta aversão contra as questões fundamentais da sua razão, mas o único resultado seria sofrer um grande dano. A coragem de abrir-se à vastidão da razão, e não a rejeição da sua grandeza – tal é o programa pelo qual uma teologia comprometida na reflexão sobre a fé bíblica entra no debate do tempo atual.«Não agir segundo razão, não agir com o logos, é contrário à natureza de Deus»(...)É a este grande logos, a esta vastidão da razão que convidamos os nossos interlocutores no diálogo das culturas. Reencontrá-la nós mesmos sempre de novo, é a grande tarefa da universidade."
Aula Magna na universidade de Regensburg*, 12 de setembro de 2006

Mais uma vez um Papa da Igreja vem chamar a atenção sobre a questão da razão ligada a fé. E Bento XVI vem nos chamar a atenção à nossa cegueira em relação ao uso redutivo desta palavra. Dizemos geralmente que razão é aquilo que se pode provar (cientificismo). E por isso muitos de nós até caímos no discurso que “razão” e “fé” são duas coisas distintas.

E o que somos? Somos muito mais que isso. Temos tantas dimensões que seria muito pouco falar que só algumas são razoáveis. Poderia você provar cientificamente que ama sua mãe? E alguém iria dizer que não é razoável dizer que ama a mãe porque não pode provar cientificamente?

Estamos cegos a essa riqueza toda. Por isso somos convidados então a alargar a nossa razão. E como fazer isso? Justamente se a juntarmos novamente a nossa fé. Porque a adesão total a Cristo abre nossos olhos a realidade em todos os seus aspectos. Por isso estamos juntos: para educar a nossa razão a um alargamento de seu conceito pleno e total e assim conseguir enxergar a nossa vida de uma forma muito mais bela e profunda. Por isso dizemos que aderir a Cristo é razoável ao homem: Porque na busca pela felicidade ele encontra ali a possibilidade de encontrar o que ele tanto busca: O sentido da vida.

Convido vocês a olharem a sua experiência e a verificar o quão razoáveis são essas palavras.

Grande Abraço

*O discurso citado foi aquele que a mídia fez um grande alarde e causou problemas com o mundo Islâmico. Indico a leitura toda do discurso para aqueles que buscam esclarecimento e ver que a crítica não foi ao Islã e sim a um método de conversão que não era justo.

4 comentários:

Anónimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Mahalo disse...
Acredito que a reaproximação dos católicos com a razão seja o grande legado que Bento XVI nos deixará. Em sua encíclica, Deus é Amor, o Papa também falou da importância do pensamento racional afirmando que até o amor que une um casal deve passar pelo crivo da razão.
Não devemos nos guiar somente pela fé ou pelas emoções. Afinal de contas, nós somos seres racionais.

70x7 disse...

Biel e Mahalo,

Concordo com as colocações de vocês!
Aproveito para reafirmar que me alegro deamis por ver esse blog com uma participação tão rica para a nossa caminhada.
Espero que iniciativas como a do Beluga (de publicar citações relevantes do nosso Papa) sirvam de inspiração para todos nós!
Que promovamos a Paz e o Amor em nosso dia-a-dia sempre!

Aproveito para reproduzir os elogios do meu afilhado canadense Thiago ao nosso blog! Aguardamos um post dos gêmeos aniversariantes em breve!

Abraços, felicidades e PAZ DE CRISTO!

Thiago Duque disse...

Foi muito boa a iniciativa da PJ para a criacao desse blog.
Espero que cada vez mais ele possa crescer, mostrando e compartilhando as experiencias da vida crista.

Abracos para todos e paz!